Levantamento com base nas estatísticas da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo mostra registros de crimes sexuais em três cidades do Circuito das Águas Paulista
A violência sexual também aparece entre os problemas de segurança pública registrados no Circuito das Águas Paulista. No período de janeiro a agosto de 2026, os dados utilizados no levantamento apontam 40 registros somando Socorro, Amparo e Pedreira.
De acordo com o recorte municipal informado para as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), foram registrados:
| Município | Registros de janeiro a agosto de 2026 |
|---|---|
| Socorro | 18 |
| Amparo | 13 |
| Pedreira | 9 |
| TOTAL | 40 |
A SSP-SP esclarece que suas estatísticas criminais são produzidas a partir dos registros policiais e que, desde 2024, os dados de estupro e estupro de vulnerável correspondem à quantidade de vítimas, independentemente da existência ou não de violência doméstica associada ao boletim de ocorrência. A Secretaria também diferencia estupro consumado, estupro tentado, estupro de vulnerável consumado e estupro de vulnerável tentado. Secretaria da Segurança Pública
SOCORRO CONCENTRA O MAIOR NÚMERO ENTRE AS TRÊS CIDADES
No levantamento referente aos oito primeiros meses de 2026, Socorro aparece com 18 registros, sendo o maior número entre os três municípios analisados.
O tema da violência contra a mulher e da proteção às vítimas também esteve presente nas ações públicas realizadas no município. Em agosto, a Prefeitura de Socorro promoveu uma programação do Agosto Lilás, com atividades de conscientização, prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher. A programação incluiu palestra sobre identificação de situações de violência, importância da denúncia e mecanismos de proteção. Socorro
A própria Câmara Municipal de Socorro também registrou, em 2026, a tramitação de projeto voltado à criação de campanha de conscientização, prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes. SAPL Socorro
AMPARO TEM 13 REGISTROS
Em Amparo, o levantamento aponta 13 registros no período de janeiro a agosto.
O município também registrou casos que chegaram ao conhecimento das forças de segurança durante 2026. Em junho, por exemplo, a Polícia Militar prendeu um homem investigado por estupro de vulnerável após uma ocorrência denunciada à polícia. Segundo reportagem publicada à época, equipes do 34º Batalhão de Polícia Militar do Interior realizaram buscas durante aproximadamente duas horas até localizar o suspeito em uma área de mata. Circuito de Notícias
Outro caso relacionado à proteção de crianças ganhou repercussão em fevereiro. Duas conselheiras tutelares de Amparo foram destituídas após uma investigação envolvendo suposta omissão no encaminhamento de uma denúncia de estupro de vulnerável recebida anteriormente pelo órgão. UOL Notícias
Esses episódios são exemplos de ocorrências individualizadas e não devem ser confundidos com o número total de registros estatísticos do município.
PEDREIRA APARECE COM 9 CASOS
Em Pedreira, o levantamento contabiliza 9 registros entre janeiro e agosto de 2026.
O número integra o conjunto de ocorrências de crimes contra a dignidade sexual registradas oficialmente no período. Assim como nos demais municípios, os dados estatísticos não permitem identificar vítimas ou circunstâncias individuais dos casos, justamente porque a divulgação pública das estatísticas preserva informações pessoais protegidas.
SÃO 40 REGISTROS NAS TRÊS CIDADES
Somados os números de Socorro, Amparo e Pedreira, chegam-se a 40 registros no período de oito meses.
O levantamento representa uma média matemática de cinco registros por mês nas três cidades juntas. Essa média, entretanto, é apenas uma forma de dimensionar o volume registrado e não significa que os casos tenham ocorrido de maneira uniforme ao longo dos meses.
É importante também destacar que os números oficiais de segurança pública representam ocorrências que chegaram ao conhecimento das autoridades e foram registradas. Eles não podem ser interpretados como uma contagem absoluta de toda violência sexual que eventualmente tenha ocorrido, já que situações não denunciadas não entram nas estatísticas policiais. A própria SSP-SP recomenda atenção à metodologia na interpretação de seus dados. Secretaria da Segurança Pública
CENÁRIO ESTADUAL TAMBÉM EXIGE ATENÇÃO
O levantamento regional ocorre em um cenário de aumento dos registros de estupro no Estado de São Paulo.
Segundo dados divulgados pela SSP-SP, 10.217 ocorrências de estupro foram registradas em todo o Estado entre janeiro e agosto de 2026, número 6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados estaduais incluem estupro e estupro de vulnerável. CNN Brasil
No primeiro trimestre de 2026, a Agência Brasil também informou que São Paulo havia registrado 2.942 estupros de vulnerável, com base nas estatísticas da SSP-SP. Agência Brasil
NÚMEROS REPRESENTAM PESSOAS E EXIGEM ATENÇÃO
Por trás de cada registro existe uma situação que chegou ao conhecimento das autoridades e que demanda investigação, atendimento e proteção.
No caso de crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes, a legislação estabelece proteção especial às vítimas. A SSP-SP mantém separadas nas estatísticas as categorias de estupro, estupro tentado, estupro de vulnerável consumado e estupro de vulnerável tentado, permitindo uma leitura mais precisa dos registros. Secretaria da Segurança Pública
O levantamento de Socorro, Amparo e Pedreira, portanto, apresenta um retrato estatístico dos registros realizados de janeiro a agosto de 2026. Os números não devem servir para rotular uma cidade como mais ou menos segura isoladamente, mas ajudam a dimensionar um problema que exige investigação policial, atendimento às vítimas, prevenção e atuação permanente da rede de proteção.
FONTE PRINCIPAL: SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO — SSP-SP.
ROBERTÃO CHAPA QUENTE acompanha os dados de segurança pública e os principais acontecimentos do Circuito das Águas Paulista.
