
Entre janeiro e agosto, número caiu de 41 para 34 casos; 2.487 agressores foram presos ou apreendidos na cidade
A capital paulista registrou queda de 17% nos feminicídios entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 34 casos, sete a menos que o ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
As prisões e apreensões por violência doméstica passaram de 1.865 para 2.487 nos primeiros oito meses do ano, um aumento de 33,4%.
Segundo a delegada Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), as Polícias Civil e Militar têm coordenado cada vez mais as estratégias de combate à violência doméstica. “Esse é um fenômeno complexo, que envolve aspectos sociais, familiares e culturais, podendo se manifestar de diferentes formas, o que exige estratégias específicas de prevenção e proteção”, afirma.
A delegada destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher “exige um trabalho permanente de prevenção, acolhimento e investigação. Cada ocorrência tem uma dinâmica própria e precisa ser analisada com atenção pelas nossas equipes”.
Grande São Paulo e interior
O aumento das prisões e apreensões por violência doméstica também foi registrado nas demais regiões do estado. Na Grande São Paulo, o número de flagrantes e cumprimentos de mandados passou de 1.580 para 2.070 entre janeiro e agosto, crescimento de 31%. No interior, foram 10.286 agressores presos ou apreendidos, contra 8.240 no mesmo período de 2025, alta de 24,8%.
Nos feminicídios, os 38 municípios considerados como sendo da Grande São Paulo também apresentaram redução no acumulado do ano, passando de 35 para 25 casos. No interior, foram registrados 110 feminicídios nos oito primeiros meses do ano contra 90 no mesmo período do ano passado.
Os números reforçam o desafio de enfrentar a violência contra a mulher em diferentes realidades. Especialmente fora dos grandes centros, as forças de segurança trabalham para ampliar a prevenção, o acesso à informação e a proteção das vítimas, considerando as particularidades de cada região.
“A violência contra a mulher exige uma resposta firme, permanente e integrada das forças de segurança. Nosso compromisso é proteger as vítimas, agir rapidamente diante das denúncias e garantir que os agressores sejam responsabilizados”, destacou a comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli.
Rede de proteção
O enfrentamento à violência contra a mulher em São Paulo reúne diferentes estruturas das forças de segurança, com ações voltadas ao acolhimento, à prevenção e à ampliação do acesso a serviços especializados.
O estado conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), sendo 35 com funcionamento 24 horas, além das Salas DDM 24 horas instaladas em delegacias convencionais.
Na Polícia Militar, a Cabine Lilás direciona para policiais femininas as chamadas de violência doméstica recebidas pelo 190. As agentes orientam as vítimas sobre medidas protetivas, direitos e serviços disponíveis.
Outra ferramenta é o aplicativo SP Mulher Segura, que permite registrar boletins de ocorrência pela internet, consultar endereços de unidades policiais e acionar o botão do pânico, comunicando simultaneamente a polícia e um contato de emergência.
A Patrulha SP Mulher Segura também integra a rede, com policiamento preventivo e acompanhamento de ocorrências de violência doméstica, especialmente aquelas atendidas pela Cabine Lilás e pelo aplicativo.
